sexta-feira, 26 de setembro de 2014


Vídeo - Palestra com Jacob Melo, dissertando sobre Magnetismo



Jacob Melo é um estudioso do Magnetismo, abordando o assunto sob vários olhares. Autor de interessantes livros, dentre eles o clássico, "O Passe".

Neste vídeo, o palestrante disserta, com propriedade, sobre Magnetismo e Espiritismo

Vale à pena assistir e refletir.





quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Correntes

Autor Thiago D. Trindade



As correntes, ao longo da História humana, tem obtido sinistro papel. Feitas de resistente metal, os elos são reunidos em vil prisão para incontáveis almas em aflição. Foram, é verdade, usadas para outros fins, como a ligação entre a âncora e o navio, dentre outras coisas. Mas como elemento de retenção de corpos, as correntes adquiriram o significado de expiação e prova. Expiação por desejar a felicidade, a liberdade, e , como prova, as correntes simbolizavam a necessidade da superação das necessidades mais imediatas, sendo, portanto, o agente desenvolvedor da paciência e da resignação. Quantas vezes, correntes rasgaram corpos esquálidos e atormentados por mil matizes? Quantas vezes acorrentamos ou fomos acorrentados?

Os elos reunidos, forjados em metal resistente e pesado, são uma oportunidade de evolução moral do Espírito. Ao longo das reencarnações somos algozes e/ou vítimas de nós mesmos, intemperados no ego e descrentes no amor do Cristo. E essa intemperança forma uma corrente ainda mais pesada, a corrente das imperfeições, cujos elos tem nomes funestos: inveja, rancor, ciúme, orgulho, luxúria, cobiça, etc. Tal corrente é capaz de prender um Espírito por anos sem conta em regiões de sofrimento. E não há, segundo o Cristo e relembrado por Kardec, região mais fértil do que nosso íntimo, uma vez que fazemos nosso céu ou inferno. E consideremos mais: podemos, como escrito acima, acorrentar outras pessoas e criamos, além da auto obsessão, a obsessão entre as pessoas, que pode, em muitos casos atravessar os séculos da Terra, adiando o que nos é inevitável, a perfeição.

E falando de perfeição, ou felicidade, que não é deste mundo, podemos – e devemos – criar uma outra corrente. Falamos da Corrente do Bem, cujos elos são formados de luz. Cada elo, como a corrente das imperfeições, tem um nome: paciência, humildade, resignação, esperança, respeito, esperança, fé, Caridade. Tais elos são inquebráveis, mas para forjá-los, exige-se comprometimento, dedicação. Durante a forja dos elos, pode-se falhar. Aliás, é esperado que se falhe várias vezes, como os discípulos de Jesus fracassaram em curar, em se entenderem, em curar, mas acabaram por perceber que o amor quebra as correntes mundanas e desenvolve a corrente de luz.

Ampliando o olhar sobre as correntes, podemos perceber que somos elos. Podemos nos iluminar, ou não, e nos juntar a elos semelhantes. Nessa Corrente do Bem, temos a sintonia por fundição. Se sintonizarmos em Jesus, nossa corrente, iluminaremos a nós mesmos

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Mágoa

Autor Thiago D. Trindade






Pelo dicionário Aurélio, mágoa significa desgosto, amargura, descontentamento, desagrado. Magoar, por sua vez, entende-se por ferir, melindrar, ofender.

A mágoa, ou desgosto está presente no cotidiano humano. Diariamente magoamos ou somos magoados. E geralmente por pequenas coisas. Costumamos ferir para que nosso ego brilhe.

Mas o dedicado aprendiz do Evangelho do Cristo entende que a mágoa dificulta o crescimento espiritual. Como assim? Como ficar magoado, ou desgostoso, pode atrasar nossa vida?

Simples. A pessoa magoada direciona uma certa quantidade de energia mental ao ofensor, prejudicando-o, e assim aumentado-se o débito kármico. Para fixar melhor de como nós devemos proceder quanto a não nos tornarmos pessoas continuamente magoadas, ou infelizes, ficamos com três frases de Jesus:

“Perdoar setenta vezes sete vezes”
“ Pai, perdoa-os, pois não sabem o que fazem.”
“Ficarão aqui até que paguem o último centavo.”

Podemos resumir essas três imortais frases do Cristo em uma palavra só:
PERDOAR
A mágoa gera quase todos os casos obsessivos. Começa mais ou menos assim: uma pessoa ofende a outra, por determinado motivo e o ofendido sufoca-se em mágoa. E assim alternam as reencarnações, com a tristeza afogando a ambos. Somente o perda sincero pode dar um basta nesse ciclo de sofrimento.

E é bom lembra que a pessoa imersa em mágoa intoxica tanto seu corpo espiritual, que acaba por exteriorizar no corpo material.  Saibamos que todos os nosso males estão em nossa mente enferma. Algumas pessoas chegam a desencarnar por conta do ressentimento, e vão parar nas zonas umbralinas como suicidas, devido a destruição do próprio corpo.

A saudosa médium Yvonne Pereira, na excelente obra “Dramas da Obsessão”, de autoria espiritual de Bezerra de Menezes, vemos um caso que se iniciou na tenebrosa era da Inquisição. Nessa trama, vemos uma família de judeus, povo perseguido duramente por séculos, ser massacrada da pior forma por alguns líderes religiosos que cobiçavam o patrimônio material e a jovem filha do chefe do clã.
Séculos depois, os Espíritos dos antigos judeus, deformados pela mágoa, obsediavam os inquisidores reencarnados, que já sofriam penosamente pelos seus atos do passado, sem a necessidade do ataque do Espírito Aboab, convertido em perigosíssimo obsessor. Com a orientação dos Espíritos Bezerra de Menezes e Ester (a jovem moça que não se entregara ao desespero e por conta disso, conseguiu evoluir espiritualmente), Aboab e seus filhos libertaram a si mesmos da mágoa opressora, permitindo qu os antigos inquisidores prosseguissem o resgate de seus pesados débitos. Ressaltamos que o perdão foi fundamental no processo e que a linha norteadora do trabalho foi o Evangelho do Cristo. Nesse livro, e é bom que se diga, foi editado pela Federação Espírita Brasileira, encontramos o nobre Espírito de Santo Antônio de Pádua, que coordena uma grande falange de Espíritos de Crianças, que se manifestam com as cores rosa e azul, com flores nas mãos e muita delicadeza. Tal falange tem por missa acalentar os corações doloridos. Qualquer comparação com os Espíritos que se manifestam como Crianças na religião Umbanda não é mera coincidência.

Temos de aceitar que não existem vítimas de um lado e algozes do outro. Existem irmão que precisam de carinho. Precisam de perdão. Nós temos a responsabilidade de dar o primeir passo, já que nos propomos a seguir o Cristo. Devemos quebrar as correntes que nos prendem as dores  sermos livres em nossa consciência. E, para quebrar as correntes da dor, lembremos Jesus:
“ Perdoar setenta vezes sete vezes.”
“Pai, perdoa-os, pois não sabem o que fazem.”
“Ficarão aqui até que paguem o último centavo de nossas dívidas.”

Ou seja, AMAR.