terça-feira, 18 de julho de 2017

Como reconhecer uma boa obra espírita?

Forçal mental

Autor Thiago D. Trindade

A força mental é, talvez, a maior das Habilidades que Deus nos concedeu. Essa Potência pode fazer um sol brilhar à nossa volta, ou ainda, criar um terrível buraco negro que a tudo destrói.

A capacidade criativa é fundamental na psique Humana. Cria benéfico ambiente interno que nos impulsiona na Caminhada. Em casos negativos, cria amarras férreas, quase sempre chamadas, no meio espírita, de auto obsessão e obsessão sobre terceiros, em vista dos pensamentos negativos, infelizes e destrutivos.

Eis o Céu e o Inferno que Kardec se refere!

Quase sempre, a pessoa que cultiva dolorosamente seu buraco negro pessoal não credita a si tal responsabilidade. É sempre culpa do outro, encarnado ou não.

O Consolador Prometido – e enviado no século 19 –objetiva, acima de tudo, iluminar o Caminho a ser percorrido por cada um de nós. O Consolador, chamado também de Doutrina Espírita, funde Instrução e Sentimento Fraterno. O Consolador tira a responsabilidade de terceiros e a põe nos ombros a quem é direito: cada um de nós.

Esse entendimento é fundamental.

O esclarecimento visa reforçar as bases de nossa força mental e orientar seu bom uso, nos alertando das conseqüências de sua aplicação desregrada.

A força mental deve ser empregada, para simplificar, em serviço ao próximo, e assim estará aplicando em si mesmo.

Usá-la tão somente em benefício próprio é egoísmo e a responsabilidade disso será duramente cobrada por nós mesmos quando o véu da prepotência for rasgada perante nossos olhos.

Analisemos:

Fé, em essência, é a certeza de um futuro melhor.

Força mental é a aplicação da energia que temos.

Concluímos, portanto, que ao usarmos nossa força mental, a transformamos em Fé.

Como isso é mal usado! E não é coisa dos dias de hoje. Desde os tempos bíblicos, passando pelas Cruzadas, até os dias de hoje vemos pretensos líderes usando mal sua inteligência e Livre Arbítrio, associando-se a irmãos espirituais desequilibrados. E eles se valem dos mais simples para manipular-lhes a Fé e com isso direcionar a força mental ali trabalhada para uso egoísta, até mesmo para prejudicar diretamente alguém.

“Trabalhos” para cercear o Livre Arbítrio de determinada pessoa, conforme lemos pelos jornais Brasil à fora.

“Correntes” de oração, vistas à larga em programas neopentecostais de televisão que objetivam “derrubar” os inimigos dos adeptos e o enriquecimento material.

“Novenas” de rezas, ou promessas aos santos, por pessoas que desejam obter, por exemplo, emprego, sem esforço maior, sem por os pés na rua atrás de trabalho.

Negociam o inegociável. Negociam a Consciência que possuem ao se voltarem para o egoísmo.

As práticas acima citadas, realizadas em várias Religiões, ou melhor, pretensas Religiões, pois não levam seus adeptos a se Religarem com Deus, tem práticas similares e condenáveis.

E graças a Deus, esses verdadeiros ataques de força mental mal direcionada, é impedida pelos Servidores da Luz, caso contrário, todos nós viventes na Terra – em ambos os planos da Vida – viveríamos sob o controle implacável de alguém. Todos nós, estaríamos amarrados, derrubados e ricamente empregados e que se lixe o Livre Arbítrio e mais, a Missão de cada um! Infelizmente, porém, nos cumpre reconhecer que alguns crimes desse feio balaio chegam a termo, e é essa minoria que estampam as propagandas.

Não nos enganemos, esse crime nunca, jamais, em tempo algum, passará impune e a pena imposta pela Consciência de cada um será cobrada de acordo com o grau de Conhecimento que o indivíduo possui sobre os Ensinos de Mestre Jesus.

Devemos, pois, usar os “trabalhos”, “correntes” e “novenas” não para “amarrar”, “derrubar” e “trazer” para nós. Mas sim para pedir por saúde física e mental, criar condições para nosso irmão Caminhar da melhor forma possível, sobretudo, aquela pessoa que nos é um momentâneo desafeto.

Paradoxal?
Não mesmo!

A verdadeira prosperidade, tão repetida pelas verdadeiras Religiões, é querer o Bem de todos, sem exceção. Afinal, fazer ao próximo o que gostaria que nos fizessem (Lucas, 7:35). Um singelo Carpinteiro disse isso e essa passagem, apesar de ser até bem lembrada, é muito pouco praticada.


Usemos melhor nossa força mental, distribuindo vibrações salutares para todos à nossa volta. Pela Lei da Sintonia, ou como preferem alguns, Lei da Ação e Reação, só iremos atrair aquilo que doamos e, creio, que ninguém gostaria de ter um buraco negro dentro de si.