“Nunca estamos sós no Caminho. Conosco vai quem convidamos. Que seja sempre Jesus” Espírito Joaquim
sexta-feira, 30 de junho de 2017
quarta-feira, 28 de junho de 2017
terça-feira, 27 de junho de 2017
Simão e Pedro
Autor Thiago D. Trindade
Simão estava com
seus pés limpos. Seus dedos nodosos e inquebráveis estavam fixos ao chão
poeirento. Certamente angustiado, o pescador de Cafarnaum se vira sem seu doce
Mestre, que só após ressurgir do túmulo, permaneceu com ele e os demais pupilos
por mais alguns dias, conforme asseverou Mateus, em seu Evangelho. Cabia então
ao áspero hebreu fazer-se, de fato, seguidor do Cristo e levar seus
ensinamentos adiante.
Certamente Pedro
devia se perguntar do por que fora escolhido por Jesus para levar a Boa Nova ao
mundo, e mais, com posição de liderança. Logo ele, que fora um aprendiz teimoso,
tendo fracassado em inúmeras provas, como por exemplo, o episódio em que
afundou no mar da Galiléia, diante de Jesus. Falhara em curar enfermos, se
entregara a violência e ao ciúme. E ainda mentiu três vezes, negando ao Cristo.
Nem por isso,
mesmo tendo falhado tanto, Pedro abandonou a Seara do Cristo. Discordando de
Tiago e Paulo, e talvez até mesmo de si mesmo, debatendo com seus conflitos
internos, onde ainda havia o Homem Velho, ou Simão o Pescador de Cafarnaum, o
apóstolo de Jesus fez o que pôde, levando a Boa Nova dentro de si e a
espalhando pelo mundo.
Simão Pedro não
era perfeito. Jesus não exigia que Pedro fosse perfeito. O Nazareno estimulava
Pedro a se esforçar a vencer suas imperfeições para um dia ser perfeito. E
Pedro compreendia isso, trabalhando incessantemente.
Jesus nos
incentiva a refletirmos sobre excelsa relação com Simão Pedro. Somos rústicos,
ciumentos, vingativos, mentirosos por conta de nossa moral deficiente. Quantas
vezes renegamos o Cristo? Quantas vezes O traímos, apontando dedos
inquisidores? Quantas vezes desembainhamos espadas de ódio? Quantas vezes
afundamos no mar da descrença? Quantas vezes nos enterramos no lodaçal da
ingratidão?
Nos prendemos a
debates estéreis, cheios de retóricas, onde não procuramos aprender, mas sim
empurrar nossa visão pessoal, muitas vezes deturpadas e egocêntricas.
Somos, portanto,
Simão, o Pescador Material. Porém, com Jesus, podemos – e devemos – ser como
Pedro, o Pescador de Almas, ajudando aos outros em nome do Cristo e, com isso,
ajudando a nós mesmos.
Pedro sabia que
Jesus estava sempre com ele onde quer que fosse, e, no seu derradeiro momento
encarnado, diante dos implacáveis romanos, o Pescador de Almas não temeu. A
coragem dos honestos e a serenidade dos justos acalentavam seu coração repleto
de compaixão.
É possível, com
um pouco de poesia, imaginar o reencontro, no Plano Espiritual, entre Jesus e
Pedro. Jesus, em meio ao Mar da Genezaré, fitando o amado amigo de braços
abertos. Pedro, por sua vez, seguia, com passos firmes e sorriso de triunfo no
rosto, inebriado pelo calor do reencontro sobre as águas. Mestre e pupilo se
abraçam sobre o mar sagrado e tudo é luz.
Pedro venceu
como nós iremos vencer, se seguirmos Jesus.
sexta-feira, 16 de junho de 2017
quinta-feira, 15 de junho de 2017
Acreditar
Autor Thiago D. Trindade
A lição aprendida por Tomé é uma grande
realidade para nós, que não convivemos com a presença material de Jesus, mas
acreditamos em sua existência e ensinos.
Jesus não é invisível, pelo
contrário.
Nós, porém, O deixamos invisível por
conveniência.
Mas... pensemos...
Quantas vezes desafiamos o Cristo,
senão o próprio Deus, quando queremos algo difícil de conseguir?
“Se Deus existe, eu terei o que
quero!”
“Jesus, se você está aqui, me ajude!”
Essas duas afirmativas, muitas vezes
ditas mundo a fora, realça o argumento de que todos somos “Tomés”, já que
condicionamos nossa crença a uma prova de cunho comercial. Aliás, esse é o tipo
de coisa – o toma lá dá cá – que leva muitas pessoas a abraçar as trevas.
Intimamos o Excelso Mestre e o
próprio Criador a nos servir de forma ignóbil, egoísta.
Desafiamos para aplacar nosso
orgulho, como Tomé fez.
Como temos de evoluir!
Se caímos, creditamos nossa fugaz e
dolorosa derrota ao desleixo de Deus e de seu Filho Mais Velho.
Ainda bem que Deus e Jesus são
substanciados por Amor, caso contrário...
Jesus veio à Terra para ensinar o
Amor Verdadeiro. Como citei antes, um trabalho de Paciência, Humildade,
Perseverança e Fé.
Todos nós, praticamente, em algum
momento de nossas vidas, fomos (ou somos) tal como Tomé. Pela simples razão de
sermos céticos a quase tudo que se relaciona a Fé.
Tomé seguiu Jesus por três anos,
comendo com Ele, rindo com Ele, aprendendo com Ele.
No entanto, as evidências apontam da
incredulidade do homem que vira o Mestre multiplicar pães, acalmar tempestades,
curar leprosos, despertar Lázaro e a filha de Jairo do “sono mortal”.
Sendo ligeiramente irônico, podemos
afirmar que Tomé só gostava de acompanhar Jesus pelo agito que Ele causava.
Digo isso, pois se nem o episódio do Gólgota, o agente transformador para os
discípulos, funcionou para aquele que era chamado de Dídimo.
Tomé não acreditou nem mesmo quando
seus companheiros, que antes ouviram de Maria de Magdala – a primeira a rever o
Mestre – que o Cristo retornara diante de seus olhos angustiados (João, 21:
19-22).
Desafiador, o discípulo bradou que só
acreditaria se tocasse nas feridas de Jesus (João, 21:25).
Dias depois (João, 21:26) Jesus
surgiu diante de Tomé e o advertiu duramente, conforme registrou João (21: 27 e
29), e o cético põe seus dedos nas feridas do Cristo de Deus.
Com a lição dada, cabe a nós fazer
valer a Lei através do empenho – e êxito – em vencermos a nossas más
inclinações.
E se nós, por preguiça, permanecemos
parados?
Com amor, recebemos umas broncas,
como todo pai e mãe zelosos fazem com seus rebentos teimosos.
“Bem aventurados os que não viram e
creram”
Com essa simples frase, observada no
livro do Evangelista João, o Mestre lembrou a Tomé quem Ele era. O que era
apresentar feridas no corpo, para o vil toque curioso, se comparado a tudo que
o próprio Dídimo participara como coprotagonista ao lado do Cristo?
Pois é.
Nos apegamos a mesquinharias e nos
recusamos a avaliar nossa própria história e encontrar nela a Bondade Divina.
Temos o Consolador Prometido nas
mãos. É preciso sentir o Consolador em nossos corações.
Acreditar de verdade.
Acreditando de verdade nos Ensinos do
Mestre, será irrefreável a vontade de trabalharmos na causa do Cristo.
Acreditar é doar-se ao próximo com
gestos e sentimentos, seja para quem for, e de preferência para aqueles que são
tão ou mais enfermos do que nós.
Acreditar de verdade é permitir que a
Luz do Cristo brilhe dentro de nós.
quarta-feira, 14 de junho de 2017
segunda-feira, 12 de junho de 2017
sexta-feira, 9 de junho de 2017
terça-feira, 6 de junho de 2017
Eis-me aqui!
Thiago D. Trindade
Muitos se preocupam
em conhecer o que há no mundo espiritual, mas não se preocupam em conhecer a
Moral do Cristo. Recorrem a livros, ou outras fontes, que narram detalhadamente
o que há nas regiões de sofrimento e as ações das entidades que lá habitam. No
entanto, rejeitam com enfado os dizeres simples de Jesus, que nos manda: não
julgar, servir a todos sem distinção, perdoar incontáveis vezes...
Muitos tem posto o
Evangelho de lado por achar que é insosso!
Essas fundamentais
informações não são insossas para aqueles que tem boa vontade, empenho e fé em
seus corações, que baseadas pela Razão, formam um grande farol, que ilumina não
só a Terra-matéria, mas desde os abismos mais profundos de sofrimento até os
planos mais elevados, mostrando a Jesus que mais um Filho de Deus está mais
perto da Verdadeira Felicidade.
“Eis-me aqui!” bradou Ananias (Atos, 9:10) quando foi convocado por Jesus. Ananias,
sabendo-se perseguido pelo mais perigoso dos caçadores de cristãos de seu
tempo, não titubeou nem um pouco ante o chamado do Mestre. O heroico cristão
não se desviou de sua missão, mesmo sabendo que não seria fácil.
Afinal, já não era
tão jovem ou forte. Não era, Ananias, culto e nem contava com prestigiada rede
de contatos ou recursos financeiros.
Ananias contava,
porém, com boa vontade e uma fé inabalável. Por isso ele triunfou. O homem de
Damasco triunfou sobre si mesmo em buscar a Moral do Cristo.
Diariamente, em
várias ocasiões, Jesus nos convoca ao serviço. Aflitos de ambos os planos da
Vida tropeçam em nosso caminho. E mais! Lembremos que também somos aflitos em
busca de cura para nossas almas doloridas moralmente e, em alguns casos,
materialmente. O que fazemos costumeiramente? “não o conheço, esse ou aquele”, ou ainda: “não gosto desse, não vou ajudar”. E viramos as costas.
Já pensamos se
Ananias viesse a rejeitar o Serviço que o Cristo determinava a ele, que era
socorrer o sanguinário Saulo de Tarso? Sem dúvida Saulo seria auxiliado por
outra pessoa, esta verdadeira seguidora do Mestre Galileu. E a Ananias pesaria
mais um débito bem pesado: a dívida chamada omissão.
A omissão acontece
quanto temos certa informação e optamos por não usá-la. E justamente por
conhecermos os Mandamentos de Jesus, que é Amar a Deus e ao próximo, não
devemos ousar pô-los de lado e fingir que está tudo bem.
Quando afirmamos,
lá atrás, que também somos aflitos, é porque nossa aflição só será diminuída
mediante à consolação de outros aflitos. Isso quer dizer que mesmo que a
salvação seja individual, ela depende dos elos de luz que forjamos servindo ao
próximo. Ananias sabia disso e não temeu, pois quando se pôs ao serviço,
fazendo sua parte, nada lhe faltou: a força física e a força espiritual.
Embora o terrível
Saulo estivesse abaladíssimo com o surgimento do Cristo a ele (Atos, 9:4),
certamente fora fundamental para que abraçasse Jesus, o carinho ofertado por Ananias,
sua presa. Afinal, Saulo poderia ter acreditado que Cristo governava pela
imposição, e, graças ao exemplo do perseguido de Damasco em atender
fraternalmente seu perseguidor, o homem de Tarso despiu-se do Homem Velho.
Dessa forma,
entendemos que Ananias fora fundamental para Saulo entender que o Amor
Fraternal não distinguia rostos, nem mesmo de pessoas cruéis como ele próprio
tinha sido.
Compreendemos ainda
que Saulo havia sido fundamental para Ananias, pois o homem de Damasco não
fugira de sua grande prova de elevação moral, quando o Cristo pôs nas suas
calejadas mãos o maior dos perseguidores de sua época, demonstrando a ele a
Caridade material, ao curar suas feridas físicas, e a Caridade Moral, não
julgando as más ações de Saulo.
É tempo de nós
arregaçarmos as mangas e abraçar o Serviço.
Quem de nós aqui,
ao ouvir a convocação de Jesus pode dizer:
Eis-me aqui!
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