sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Degustação de obra - O mendigo (Livro Contos de Redenção)









autor Thiago D. Trindade


“Disse-lhes: Vinde comigo e Eu farei de vós pescadores de homens.” Mateus 4:19





Chegara cedo à fila, ainda de manhazinha. Seus andrajos eram indistinguíveis e sua barba e cabelos eram sebosos e emaranhados ao extremo. Batia os dentes que lhes restavam, já podres, e sua baba corria pela longa barba grisalha. Causava asco. Até os outros desafortunados evitam proximidade com aquele mendigo.

Pouco antes das oito horas da manhã, os carros dos que trabalhavam na Casa de Auxílio começaram a chegar. Alguns dos automóveis eram mais antigos e simples, mas outros eram de última geração, sofisticados e opulentos. Uns poucos vinham a pé ou de bicicleta. Ninguém, porém, cumprimentou qualquer um da longa fila que se formava. Olhavam fixamente para a porta e com evidente nojo do mendigo que ocupava o primeiro lugar.

No entanto, sabia-se, que desde as horas mortas da madrugada três pessoas, um homem e duas mulheres, se dedicavam a sopa que seria servida no almoço. Durante o trabalho eles cantavam e experimentavam a comida, pois não queriam que os menos afortunados apenas engolissem o alimento, mas que o saboreassem com gosto e alegria.

Finalmente, a porta foi aberta e os necessitados entraram. Foram distribuídas cestas de alimentos, roupas e calçados. Alguns que precisavam de consulta médica e corte de cabelo, receberam o que precisavam de pronto. O mendigo, por sua vez, era evitado sem cerimônia e posto de lado, sem receber qualquer atenção. O andarilho sofrido, em silêncio, baixou ainda mais a cabeça e esperou qualquer gesto de caridade.

A hora do almoço se aproximava. Seria proferida uma palestra, como era usual naquela Casa. Um homem, de branco dos pés à cabeça, em vistoso tecido, tomou a palavra. Seu discurso era rico de alegorias bíblicas, de milagres. Muitas palavras eram desconhecidas do público, tamanho o grau de complexidade do palavrório. O palestrante, entre gestos e expressões faciais, falou de sacrifício e amor abnegado, citando logo após os mártires, que por amor ao Cristo haviam sido trucidados. Segundo o feroz orador, Jesus esperara cada um dos mártires no plano espiritual, com seus doces braços abertos. Suspiros foram ouvidos e expressões de concordância ecoaram pelo salão.

A cozinheira mais experiente da cozinha, e responsável pela sopa, veio anunciando que o almoço estava pronto. Seus olhos alegres e vividos pousaram imediatamente no mendigo, no canto mais distante e solitário do salão. Com passos ligeiros e decididos, a mulher foi até o mendigo. Diante dos olhos escandalizados de todos ali, a cozinheira, sem cerimônia, abraçou o homem perdido, e beijou suas mãos e rosto. Com delicadeza, a mulher guiou o mendigo até um chuveiro, no banheiro masculino, e o deixou lá se banhando. Rapidamente, a mulher regressou trazendo tesouras, pentes e escovas, além de roupas novas. Habilmente, a cozinheira enfrentou os nós e os cortou da cabeça do homem silencioso, e depois suas unhas foram limpas. Um tênis pouco usado, coube comodamente nos pés lavados do mendigo, que se permitiu um ligeiro e tímido sorriso.

O estômago do homem roncava ruidosamente, mas ele não reclamava e a docilidade dele comovia ainda mais a velha cozinheira da Casa do Auxílio. Os olhos do mendigo brilhavam de gratidão à sua benfeitora. Comeu a sopa, após delicada prece com a cozinheira, diante dos olhares duros dos servidores da Casa do Auxílio.

A cozinheira então percebeu que os traços do mendigo eram nobres e as marcas em seu rosto sofrido conferiam a ele uma dignidade intraduzível. A música que tocava ao fundo, no grande refeitório, jamais parecera tão bela aos ouvidos da mulher simples e de generoso coração.

O mendigo terminou....

LEIA O FINAL DESTE CONTO EMOCIONANTE EM “Contos de Redenção”, comercializado em prol do Asilo e Creche Seara de Luz.



Cultura - 100 Cidades Africanas Destruídas pelos europeus

Muitos dizem que os Africanos não possuem tradição, história como civilização, sendo considerado um continente - até hoje - bárbaro. Essa excelente matéria, que segue abaixo, muda completamente a idéia em vigência da falta de História da África.



PORQUE existem poucos edifícios históricos e monumentos na África subsaariana!
O motivo é simples. Os europeus destruíram a maior parte. Só nos restam os desenhos e descrições de viajantes que visitaram os lugares antes das destruições. Em alguns lugares, ainda se podem ver ruínas. Muitas cidades foram abandonadas e viraram ruína quando os europeus trouxeram doenças exóticas (varíola e gripe) que começaram a se espalhar e matar gente. As ruínas dessas cidades ainda se encontram escondidas. De fato, a maior parte da história de África está ainda soterrada.
Neste artigo, vou compartilhar fragmentos de informação sobre África antes da chegada dos Europeus, as cidades destruídas e as lições que podemos aprender, enquanto africanos, para o futuro.
A coleta de fatos que dizem respeito ao estado das cidades africanas antes da sua destruição é feito por Robin Walker, um distinto pan-africanista e historiador, autor do livro ‘When We Ruled’ (Quando Governamos), e por PD Lawton, uma grande pan-africanista, que se prepara para lançar o livro “African Agenda” (A Agenda Africana).
Todas as citações e excertos neste artigo são dos livros de Robin Walker e PD Lawton. Recomendo comprar o livro de Walker ‘When We Ruled’ para uma história completa da beleza do continente antes da sua destruição. Pode obter mais informação sobre o trabalho de PD Lawton visitando o blog da autora: AfricanAgenda.net
Robin Walter e PD Lawton citam bastante outro grande pan-africanista, Walter Rodney que escreveu o livro ‘How Europe Underdeveloped Africa(Como a Europa subdesenvolveu a África). Mais informações no canal YouTube ‘dogons2k12 : African Historical Ruins’, e no trabalho da Fundação Ta Neter Foundation.
Muitos desenhos são do livro African Cities and Towns Before the European Conquest (Cidades Africanas Antes da Conquista Europeia) de Richard W. Hull, publicado em 1976. Só esse livro destrói a visão estereotípica dos africanos vivendo em aglomerações simples, primitivas e dispersas sem qualquer apreciação por planejamento e design.
De fato, no final do século 13 quando um viajante europeu encontrou a grande Cidade de Benin na África Ocidental (atual Nigéria, Estado de Edo), ele escreveu o seguinte:
“A cidade parece ser muito grande. Quando entramos, vimos uma larga avenida, não pavimentada, que parece ser sete ou oito vezes mais larga que a rua Warmoes em Amsterdã… O palácio real é um conjunto de edifícios que ocupam tanto espaço quanto a cidade de Harlem, e que está rodeado de muralhas. Existem numerosos aposentos para os ministros do Príncipe e belas galerias, a maioria delas tão grandes quanto as da bolsa de Amsterdã. São suportadas por pilares de madeira revestidos de cobre, onde as suas vitórias estão representadas, e que são cuidadosamente mantidos. A cidade é composta de trinta ruas principais, bem retas e com 36 metros de largura, além de uma infinidade de pequenas ruas transversais. As casas são próximas umas das outras, bem organizadas. Este povo não tem nada de inferior aos holandeses em termos de limpeza; lavam e esfregam suas casas tão bem que elas estão bem polidas e brilham como cristal.”[i]
Infelizmente, em 1897, a cidade de Benin foi destruída pelas forças britânicas sob as ordens do Almirante Harry Rawson. A cidade foi saqueada, explodida e queimada. Uma coleção dos famosos Bronzes de Benin está agora no Museu Britânico de Londres. Parte dos 700 bronzes roubados pelas tropas britânicas foram vendidos à Nigeria em 1972.
Outra história da grande cidade de Benin que diz respeito às suas muralhas: “Elas se estendem por um total de 16 000 quilômetros, num mosaico de mais de 500 junções de assentamento. Cobrem 6500 quilômetros quadrados e foram todas construídas pelo povo Edo. No total, elas são quatro vezes mais longas que a Grande Muralha da China e consumiram cem vezes mais materiais que a Grande Pirâmide de Quéops. Levaram cerca de 150 milhões de horas de escavação para serem construídas, e são talvez o maior fenômeno arqueológico do planeta.”[ii]

 Sabia que no século 14, a cidade de Timbuktu na África ocidental era cinco vezes maior que a cidade de Londres, e a mais rica do mundo?
Hoje, Timbuktu é 236 vezes menor que Londres. Nada tem de cidade moderna. A sua população é metade que cinco séculos atrás, empobrecida com pedintes e vendedores de rua. A cidade é incapaz de conservar seus monumentos e arquivos do passado.
De volta ao século 14, os três lugares mais ricos da terra eram a China, o Irã/Iraque, e o império do Mali na África ocidental. Dos três, o único que ainda era independente e prospero era o império do Mali. A China e todo o Oriente Médio tinham sido conquistados pelas tropas mongóis de Genghis Kan que arrasou, pilhou e estuprou os lugares.
O homem mais rico na história da humanidade, Mansa Musa, foi o imperador do império de Mali do século 14 que cobria os atuais Mali, Senegal, Gâmbia, e Guiné.
Quando morreu em 1331, Mansa Musa valia o equivalente a 400 bilhões de dólares. Nessa época o império de Mali produzia mais de metade do abastecimento mundial de sal e de ouro.


 Quando Mansa Musa foi em peregrinação a Meca em 1324, levou e gastou tanto ouro, que o preço daquele metal caiu por 10 anos. 60 000 pessoas o acompanharam.
Foi fundador da biblioteca de Timbuktu, e os famosos manuscritos de Timbuktu que tratavam de todas as áreas de conhecimento foram escritos durante o seu reinado.
Testemunhas da grandeza do império do Mali vinham de todas as partes do globo. “Sergio Domian, um acadêmico de arte e arquitetura italiano, escreveu o seguinte sobre esse período: ‘Assim foi lançada a fundação da civilização urbana. Na época áurea do seu poder, Mali tinha pelo menos 400 cidades, e o interior do delta do rio Niger era densamente populoso.’
A cidade de Timbuktu no Mali tinha uma população de 115,000 no século 14 – 5 vezes mais que a Londres medieval.
O National Geographic descreveu recentemente Timbuktu como a Paris do mundo medieval, devido à sua cultura intelectual. De acordo com o Professor Henry Louis Gates, existiam na cidade 25,000 estudantes universitários.
“Muitas famílias antigas da África ocidental têm bibliotecas privadas com coleções de centenas de anos. As cidades mauritanas de Chinguetti e Oudane possuem um total de 3,450 livros medievais manuscritos. É possível que ainda existam cerca de 6,000 livros na cidade de Walata. Alguns datam do século oito. Existem 11,000 livros em coleções privadas no Niger.
Finalmente em Timbuktu, Mali, existem cerca de 700,000 livros que sobreviveram. Estão escritos em Mande, Suqi, Fulani, Timbuctu, e Sudani. Os conteúdos dos manuscritos incluem matemática, medicina, poesia, direito e astronomia. Este trabalho foi a primeira enciclopédia, no século 14, antes dos europeus terem a mesma ideia no século 18, 4 séculos depois.
Uma coleção de 1600 livros era considerada uma pequena biblioteca para um acadêmico da África ocidental no século 16. Existe registro do Professor Ahmed Baba de Timbuktu dizendo que possuía a menor biblioteca entre seus amigos – só tinha 1600 volumes.
Com respeito a estes velhos manuscritos, Michael Palin, na sua série de TV Sahara, disse que o Imam de Timbuktu “tem uma coleção de textos científicos que mostra claramente os planetas circulando em torno do Sol. Datam de centenas de anos . . . É prova convincente que os acadêmicos de Timbuktu sabiam mais que seus colegas europeus. No século 15 em Timbuktu os matemáticos conheciam a rotação dos planetas, detalhes do eclipse, coisas que tivemos de esperar 150 quase 200 anos para conhecer na Europa quando Galileu e Copérnico fizeram os mesmos cálculos e pagaram por isso.
A velha capital do Mali, capital de Niani possui um edifício do século 14 chamado Salão de Audiências. Sobreposto por uma cúpula e adornado de arabescos vivamente coloridos. As janelas do andar superior eram talhadas de madeira e emolduradas em prata; as do andar inferior eram talhadas de madeira e emolduradas em ouro.
Marinheiros do Mali chegaram às Américas em 1311, 181 anos antes de Colombo. O pesquisador egípcio Ibn Fadl Al-Umari, publicou o feito em cerca de 1342. No capitulo décimo do seu livro, existe um relato de duas grandes viagens marítimas ordenadas pelo predecessor de Mansa Musa, um rei que herdou o trono do Mali em 1312. Este rei marinheiro não é nomeado por Al-Umari, mas autores da atualidade identificam-no como Mansa Abubakari II.”[iii]
Esses acontecimentos aconteceram na mesma época que o continente europeu estava mergulhado nas trevas, destruído pela peste e pela fome, com seus povos se matando por motivos religiosos e étnicos.


Notas:
[i] Walter Rodney, ‘How Europe Underdeveloped Africa, pg. 69.
[ii] Wikipédia, Architecture of Africa.” Fred Pearce the New Scientist 11/09/99.
[iii] Excerto de ‘WHEN WE RULED’ de Robin Walker.


MAIORES INFORMAÇÕES NO LINK: http://www.contramare.net/site/pt/100-african-cities-destroyed-by-europeans-part-i/

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Coerência



autor Thiago D. Trindade





Vemos pessoas das mais variadas origens sociais e religiosas que se posicionam duramente contra os homossexuais. E saem por aí, em nome da Religião, vilipendiando seu semelhante que, supostamente culpado, é condenado em vida na Terra e além dela também.

Ocorre que o homossexualismo não gera aberrações. As aberrações são criadas por nós. Repito: todos nós criamos as aberrações com mau uso do Livre Arbítrio e as maiores aberrações são feitas também pelos heterossexuais, como veremos mais adiante uma listinha bem peculiar.

Jesus, Excelso Mestre, em sua passagem material pela Terra, revogou a Lei de Talião, aquela do “olho por olho, dente por dente” e implantou a Lei do Amor, fundamentada em dois artigos: Amar a Deus e Amar ao próximo como a si mesmo. O Cristo não excluiu ninguém: os de outras raças, credos, posições sociais, características sexuais.

Então todo aquele que diz ter Religião, ao apontar o dedo feroz a um homossexual vai contra os Ensinos do Grande Líder deste planeta. Ou seja, quem tanto bate no peito dizendo que tem Religião, na verdade, não a pratica. Não tem um pingo de Religiosidade dentro de si.

Vejamos algumas considerações feitas por aí e que certamente já ouvimos – se já não as proferimos, infelizmente:

Gays são monstros!” afirmam alguns. Mas os heterossexuais apresentam uma grande quantidade de pessoas assim conceituadas, que matam, estupram, roubam, cometem sandices em escalas imensas. Historicamente, Gêngis Khan, Napoleão Bonaparte, Hitler, Stalin, Pol Pot, Idi Amin Dada, Saddan Hussein, Muamar Kadhafi, dentre outros, eram heterossexuais, alguns desses com verdadeiros haréns, e são lembrados como monstros pelos milhares de almas que feriram.

O casamento gay é antinatural!” berram outros. Quantos casais homossexuais levam sua vida com discrição e honestidade, e quantos casais heterossexuais estampam capas de jornais com escândalos? E casamento, como sabemos nós que nos propomos a estudar à luz da Doutrina Espírita, nada mais é que uma dupla de Espíritos que se reúne na Terra para enfrentar desafios em parceria, auxiliando-se mutuamente.

Os homossexuais são minoria, e a quase totalidade desse grupo é de pessoas que lutam honestamente para prosperar materialmente e espiritualmente. Exatamente como eu e você, que lê estas linhas tortas.

O problema é que apontamos o dedo, querendo tirar a atenção para nós mesmos. Tirar os olhos dos outros das nossas imperfeições. E não percebemos os outros três dedos de nossa mão em riste que miram diretamente no coração.

Não estamos aqui levantando bandeiras. Estamos refletindo nas palavras do Cristo.

De todos os criminosos, quantos são homossexuais e quantos são heterossexuais?

Nos casos de obsessão, quantos são os homossexuais envolvidos? E quantos heterossexuais atravessam essa dificuldade?

Segundo orientação passada a Francisco Candido Xavier por seus guias espirituais, o homossexual é um Espírito encarnado em um corpo de gênero oposto à sua psique para expiação e prova. É, portanto, uma forma de aprendizado ao Espírito Imortal. Agora, é uma forma de aprendizado mais rigorosa? Existem expiações e provas também difíceis, e que geram menos ódio por parte dos ignorantes, como xipofagia, por exemplo.

O problema não é sexualidade, mas sim o caráter que deve definir o Homem.

É nossa obrigação, em relação aos nossos irmãos homossexuais, respeitá-los. Não é tolerar, é respeitar mesmo!

A ignorância é o maior entrave desse entendimento. E também a preguiça. Afinal, é muito mais cômodo tripudiar e odiar do que ser verdadeiramente candidato à Verdadeira Felicidade, não é mesmo?

Não esqueçamos que também somos parte de algum grupo que está em “desvantagem” em relação a outro. Vejamos alguns exemplos:

Enquanto nação: “Os brasileiros são atrasados, ignorantes e desonestos”.

Sobre raça: “os negros deviam permanecer na senzala e os índios deveriam ter sido exterminados”.

Sobre as mulheres: “lugar de mulher é no fogão”.

Sobre os homens: “ou pega todas as mulheres ou é traído”.

Sobre tipo físico: “os gordos são preguiçosos. Os magros demais são esquisitos e não confiáveis”.

Sobre faixa etária: “os velhos são imprestáveis”.

Sobre faixa social: “esses empregados braçais são todos bestas de carga, são incapazes de pensar sozinhos”.

Pois é. Sabemos que foi leve a leitura acima, já que no cotidiano as palavras são de calão mais baixo...vimos como é perceber os três dedos voltados para o nosso coração, enquanto lançamos apenas um dedo solitário contra alguém, quem quer que seja.

Que nós derrubemos a montanha do preconceito!

Que nós, ao identificar uma pessoa diferente do que é tachada de “comum”, possamos amá-la através da compreensão, um dos sinônimos do Amor Incondicional.

Que haja coerência de nossa parte ao vivenciar os Ensinos de Jesus. Amar ao próximo é mais simples do que pensamos.

Basta querer.