“Nunca estamos sós no Caminho. Conosco vai quem convidamos. Que seja sempre Jesus” Espírito Joaquim
terça-feira, 30 de dezembro de 2014
quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
Rápido e rasteiro
“Lembrai desta Verdade: és filho de Deus, fadado à Perfeição! Amofinar-se
por pequenices é adiar o inevitável.”
Espírito Joaquim
Livro Reflexões sobre o Caminho
BUSCANDO A REFORMA ÍNTIMA AOS PÉS DO
MESTRE NAZARENO
(Thiago D. Trindade)
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
Lázaro
autor Thiago D. Trindade
O caso de Lázaro é um grande exemplo
de que a Fé transforma vidas. E como nós somos parecidos com esse homem, que
fora amigo próximo de Jesus.
Na reflexão em tela, baseada nos
escritos de João (11: 1-46), vemos as irmãs de Lázaro, Maria e Marta, irem até
o Mestre, que pregava longe de Betânia, onde residiam com o irmão. Elas
informaram a Jesus que seu amigo estava severamente doente e que desejava
vê-lo. O Cristo, no entanto, estava em pregação e curava a muitas pessoas. Ele
não podia pôr seu trabalho fraterno de lado, deixando de aplicar o bálsamo que
era encarregado de trazer a aqueles sofredores, em prol de seu amigo.
Seria discriminador e egoísta.
Jesus sabia disso e certamente Lázaro
e suas irmãs também. Quando pôde, o Grande Médico partiu para a vila de Betânia
com os Doze, que temiam pela segurança deles e do Mestre. Tomé, inclusive,
chegou a ter certeza de que iriam morrer ali (João, 11:16).
Nos arredores do pobre lugarejo, de
onde o grupo havia tido uma passagem turbulenta, Marta informou ao Mestre que o
amigo havia morrido e se encontrava sepultado há dias.
Sem titubear, Jesus clamou o auxílio
dos amigos e partiu para o sepulcro de Lázaro. A essa altura muitas pessoas,
avisadas do regresso do carpinteiro a região, tinham se juntado a Ele para ver
qual prodígio se realizaria ali.
Diante da gruta onde o corpo inerte
de Lázaro repousava, Jesus solicitou aos acompanhantes que removessem a rocha
que selava o local, e, com a voz doce e firme, ao mesmo tempo, o Cristo de Deus
chamou pelo amigo Lázaro, que surge diante de todos, enrolado em panos
fúnebres.
“Lázaro, vem para fora!”
Essa passagem atravessou os séculos,
imortalizando uma singela fagulha da grandeza de Deus que Jesus dividia com o
mundo. Aliás, alguns afirmam duramente que Lázaro estava catatônico, desdobrado
em espírito, em coma, epilético, em fim, de alguma fora estava vivo.
Particularmente isso não importa, já que vivo ou morto, Lázaro ouviu tão
somente o comando do Cristo e não o alarido das pessoas que lotavam o cemitério
para ver mais um feito de nosso irmão mais velho.
A simbologia dessa passagem é muito
maior do que podemos supor. Que os mortos podem ressuscitar? Esse conceito é
muito limitado já que a morte, na verdade, não existe.
Mas o que existe é muito mais sublime
e poderoso. Trata-se da transmutação da alma.
Lázaro era amigo do Cristo e
certamente simpático à Boa Nova. Mas não a ponto de deixar seus afazeres
corriqueiros e seguir Jesus como os outros. Somente após o Gólgota é que o
homem de Betânia tomou o cajado e ganhou o mundo.
Lázaro, portanto, não era
comprometido com a causa do Cristo. Ele era apenas envolvido com a Causa do
Cristo.
Envolvimento é superficial.
Comprometimento é visceral, profundo.
Imaginemos Lázaro deitado sobre a
pedra fria, enfaixado e silencioso, imerso em escuridão e bloqueado por uma
pesada rocha. Do lado de fora, luz e vida.
A escuridão é a que trazemos dentro
de nós.
As faixas são nossas limitações
autoimpostas.
A rocha é a ignorância.
Jesus, certamente, poderia ter
removido a grande pedra sozinho, levitando-a, explodindo-a, fazendo aquela
substancia mineral simplesmente desaparecer. O Mestre poderia ter feito
qualquer coisa com aquela pedra e seria uma das menores coisas que Ele teria
feito em sua trajetória de trabalho anunciando a Boa Nova.
Mas o Divino Amigo preferiu
incentivar os que lá estavam ao trabalho de resgate. Um trabalho em grupo. Como
Jesus é o Sublime Professor, sabia que o trabalho que é movido por equipes
serve para fixar o conhecimento, a troca de impressões, além que aproximar
corações a um mesmo compasso.
O trabalho em grupo cria
comprometimento.
Uma atividade em benefício de outra
pessoa que criaria condições propícias para a prova de Lázaro.
“Lázaro, vem para fora!”
Com as condições criadas – a remoção
da pedra – houve o despertamento, a inspiração para aquele que se julgava morto
na carne. Agora, naquele momento, cabia a Lázaro sair da sua inércia em seu
próprio benefício.
Lázaro levantou e buscou a luz,
abandonando a treva.
Mais uma vez, o Sublime Professor,
entrou em ação orientando o grupo de alunos que se voluntariaram para o Serviço
da Luz.
Notemos que estes não eram os
discípulos, pois se assim fosse, teriam sido citados por João, mas eram
certamente os amigos de Lázaro que residiam em Betânia e talvez até mesmo
alguns dos que haviam tentado apedrejar Jesus em sua última passagem por esta
vila (João, 11:8).
“Desatai suas faixas e deixa-o ir.”
Novamente, Lázaro sentiu a caridade
dos homens que o livraram das limitantes faixas, ensinando-o sobre a compaixão.
Lázaro voltou-se para o Mestre. Acima
Dele, o sol da Vida.
Lázaro deixou a escuridão e caminhou,
ainda que vacilante, para a luz.
Sua recompensa foi a Vida.
Lázaro deixou de ser apenas envolvido
em relação à Boa Nova.
Lázaro passou a ser comprometido com
a Boa Nova.
Lázaro é a prova da cura física,
mental e espiritual.
Cura física: seus males orgânicos.
Cura mental: o entendimento da
reforma íntima. O compreender suas limitações e comprometer-se em vencê-las.
Cura espiritual: levar o Bálsamo da
Verdade aos demais, dividindo seu coração com o mundo. Foi curando aos outros,
que Lázaro curou a si mesmo.
Munido de seu bordão, o amigo de
Jesus atravessou os séculos ensinando aos aflitos a abandonar a escuridão e a
abraçar a Luz Maior.
Jesus removeu nossa rocha enviando o
Consolador Prometido. E enviou emissários para nos ajudar a remover nossas
faixas limitantes dos movimentos, nossos Amigos Espirituais.
Docemente, o Mestre nos chama:
“Vem para fora!”
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
Rápido e rasteiro
“A árvore que Zaqueu escalou não era qualquer uma. Era a Árvore da Vida.
Porque tu não desce da tua torre férrea de orgulho que ergueste e faze o
mesmo?”
Espírito Joaquim
Do Livro Reflexões sobre o Caminho
BUSCANDO A REFORMA ÍNTIMA AOS PÉS DO
MESTRE NAZARENO
(Thiago D. Trindade)
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
Muletas
autor Thiago D. Trindade
É comum vermos nas casas Espíritas e
de Umbanda pessoas que estão sempre aflitas. Se apegam aos guias e neles
descarregam suas lamentações.
Pensemos: geralmente são
freqüentadores de longa data, e, não raro, assistem a trabalhos em outras casas
com os mesmos apelos. Participam das palestras edificantes, ouvem a sabedoria dos
guias, ou seja, tem largo acesso a orientação para o crescimento moral.
Mas essas pessoas não estão nunca
satisfeitas, continuam suas lamentações dizendo que seus problemas são imensos,
sem sequer refletir sobre os ensinamentos que tem à disposição. Não querem, na
verdade, entender que a solução para seus problemas está dentro de si, ou seja,
a tal “Reforma Íntima”. Querem apenas, verdade seja dita, serem ouvidos e
vistos. Isso mesmo.
Não é objetivo de uma casa Kardecista
ou de Umbanda que a pessoa, ao resolver suas aflições se afaste. O que essas
Religiões almejam é que a pessoa, ao vencer suas más tendências e provas,
continuem o aprendizado, e mais, ajudem aqueles que estão mais atrás com o
Bálsamo do Esclarecimento.
Já tivemos a oportunidade de conhecer
uma pessoa que freqüentava quatro casas religiosas, duas de Umbanda e duas
Kardecistas. Dedicava quase todo o seu tempo, na semana, a ir a esses
Hospitais-Escola do Bem e contava os segundos para voltar quando estava em seu
próprio lar. Vivia para a assistência das referidas casas. E vimos um
determinado guia dizer a ela (sempre às voltas com dificuldades banais como
cardápio familiar, visitar a sogra ou ir à praia e demonstrava grande ciúme em
relação ao marido que até cobrava a ela maior permanência em casa) que já tinha
movimentado os trabalhadores espirituais de quatro casas e que na verdade cabia
a ela decidir sua vida e arcar com as consequências com Fé Raciocinada no
coração. Segundo o bondoso guia, conhecido pela amabilidade e capacidade elucidativa
em suas argumentações, que os bons espíritos estão sempre dispostos a ajudar,
mas com moderação. Caso o contrário a pessoa não cresceria espiritualmente, já
que não teria a chance de por à prova o aprendizado adquirido na Casa de
Religião, exercendo a Paciência, a Perseverança, a Fé e o Perdão. A senhora,
sentindo-se ofendida, levantou-se e procurou outra consulta, julgando que
arrumara um inimigo espiritual, a quem passou a dedicar especial atenção e de
uma forma muito negativa.
É difícil semear a luz do
Esclarecimento nos corações ainda endurecidos. Criar condições para um irmão
caminhar livre de muletas. É muito comum ouvirmos alguém nos pedir para orarmos
por ele, já que suas preces não são “boas”, o que é uma idéia muito difundida
por aí e é uma verdadeira besteira, uma vez que não existe prece ruim se ela
for feita com sinceridade no coração.
Nenhuma Religião, verdadeiramente
pautada no Crescimento Moral do Homem, limita seu adepto. Devemos entender que
a função dos guias – de qualquer guia, encarnado ou desencarnado, aliás – é
criar condições para a Libertação da Humanidade, ou seja, seu progresso para
junto do Pai Maior.
Que nós possamos procurar os nossos
amados guias não só para pedir e lamentar, mas também para agradecer e ouvir as
sublimes lições que possuem e anseiam por dividir conosco. E todos juntos irão
contemplar o céu e sentir a Luz do Alto em nossos corações.
Sem muletas!
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