“Nunca estamos sós no Caminho. Conosco vai quem convidamos. Que seja sempre Jesus” Espírito Joaquim
sábado, 24 de dezembro de 2016
sábado, 17 de dezembro de 2016
Lázaro
Autor Thiago D. Trindade
O caso de Lázaro é um grande exemplo
de que a Fé transforma vidas. E como nós somos parecidos com esse homem, que
fora amigo próximo de Jesus.
Na reflexão em tela, baseada nos escritos
de João (11: 1-46), vemos as irmãs de Lázaro, Maria e Marta, irem até o Mestre,
que pregava longe de Betânia, onde residiam com o irmão. Elas informaram a
Jesus que seu amigo estava severamente doente e que desejava vê-lo. O Cristo,
no entanto, estava em pregação e curava a muitas pessoas. Ele não podia pôr seu
trabalho fraterno de lado, deixando de aplicar o bálsamo que era encarregado de
trazer a aqueles sofredores, em prol de seu amigo.
Seria discriminador e egoísta.
Jesus sabia disso e certamente Lázaro
e suas irmãs também. Quando pôde, o Grande Médico partiu para a vila de Betânia
com os Doze, que temiam pela segurança deles e do Mestre. Tomé, inclusive,
chegou a ter certeza de que iriam morrer ali (João, 11:16).
Nos arredores do pobre lugarejo, de
onde o grupo havia tido uma passagem turbulenta, Marta informou ao Mestre que o
amigo havia morrido e se encontrava sepultado há dias.
Sem titubear, Jesus clamou o auxílio
dos amigos e partiu para o sepulcro de Lázaro. A essa altura muitas pessoas,
avisadas do regresso do carpinteiro a região, tinham se juntado a Ele para ver
qual prodígio se realizaria ali.
Diante da gruta onde o corpo inerte
de Lázaro repousava, Jesus solicitou aos acompanhantes que removessem a rocha
que selava o local, e, com a voz doce e firme, ao mesmo tempo, o Cristo de Deus
chamou pelo amigo Lázaro, que surge diante de todos, enrolado em panos
fúnebres.
“Lázaro, vem para fora!”
Essa passagem atravessou os séculos,
imortalizando uma singela fagulha da grandeza de Deus que Jesus dividia com o
mundo. Aliás, alguns afirmam duramente que Lázaro estava catatônico, desdobrado
em espírito, em coma, epilético, em fim, de alguma fora estava vivo.
Particularmente isso não importa, já que vivo ou morto, Lázaro ouviu tão
somente o comando do Cristo e não o alarido das pessoas que lotavam o cemitério
para ver mais um feito de nosso irmão mais velho.
A simbologia dessa passagem é muito
maior do que podemos supor. Que os mortos podem ressuscitar? Esse conceito é
muito limitado já que a morte, na verdade, não existe.
Mas o que existe é muito mais sublime
e poderoso. Trata-se da transmutação da alma.
Lázaro era amigo do Cristo e
certamente simpático à Boa Nova. Mas não a ponto de deixar seus afazeres
corriqueiros e seguir Jesus como os outros. Somente após o Gólgota é que o
homem de Betânia tomou o cajado e ganhou o mundo.
Lázaro, portanto, não era
comprometido com a causa do Cristo. Ele era apenas envolvido com a Causa do
Cristo.
Envolvimento é superficial.
Comprometimento é visceral, profundo.
Imaginemos Lázaro deitado sobre a
pedra fria, enfaixado e silencioso, imerso em escuridão e bloqueado por uma
pesada rocha. Do lado de fora, luz e vida.
A escuridão é a que trazemos dentro
de nós.
As faixas são nossas limitações
autoimpostas.
A rocha é a ignorância.
Jesus, certamente, poderia ter
removido a grande pedra sozinho, levitando-a, explodindo-a, fazendo aquela
substancia mineral simplesmente desaparecer. O Mestre poderia ter feito
qualquer coisa com aquela pedra e seria uma das menores coisas que Ele teria
feito em sua trajetória de trabalho anunciando a Boa Nova.
Mas o Divino Amigo preferiu
incentivar os que lá estavam ao trabalho de resgate. Um trabalho em grupo. Como
Jesus é o Sublime Professor, sabia que o trabalho que é movido por equipes
serve para fixar o conhecimento, a troca de impressões, além que aproximar
corações a um mesmo compasso.
O trabalho em grupo cria
comprometimento.
Uma atividade em benefício de outra
pessoa que criaria condições propícias para a prova de Lázaro.
“Lázaro, vem para fora!”
Com as condições criadas – a remoção
da pedra – houve o despertamento, a inspiração para aquele que se julgava morto
na carne. Agora, naquele momento, cabia a Lázaro sair da sua inércia em seu
próprio benefício.
Lázaro levantou e buscou a luz,
abandonando a treva.
Mais uma vez, o Sublime Professor,
entrou em ação orientando o grupo de alunos que se voluntariaram para o Serviço
da Luz.
Notemos que estes não eram os
discípulos, pois se assim fosse, teriam sido citados por João, mas eram
certamente os amigos de Lázaro que residiam em Betânia e talvez até mesmo
alguns dos que haviam tentado apedrejar Jesus em sua última passagem por esta
vila (João, 11:8).
“Desatai suas faixas e deixa-o ir.”
Novamente, Lázaro sentiu a caridade
dos homens que o livraram das limitantes faixas, ensinando-o sobre a compaixão.
Lázaro voltou-se para o Mestre. Acima
Dele, o sol da Vida.
Lázaro deixou a escuridão e caminhou,
ainda que vacilante, para a luz.
Sua recompensa foi a Vida.
Lázaro deixou de ser apenas envolvido
em relação à Boa Nova.
Lázaro passou a ser comprometido com
a Boa Nova.
Lázaro é a prova da cura física,
mental e espiritual.
Cura física: seus males orgânicos.
Cura mental: o entendimento da
reforma íntima. O compreender suas limitações e comprometer-se em vencê-las.
Cura espiritual: levar o Bálsamo da
Verdade aos demais, dividindo seu coração com o mundo. Foi curando aos outros,
que Lázaro curou a si mesmo.
Munido de seu bordão, o amigo de
Jesus atravessou os séculos ensinando aos aflitos a abandonar a escuridão e a
abraçar a Luz Maior.
Jesus removeu nossa rocha enviando o
Consolador Prometido. E enviou emissários para nos ajudar a remover nossas
faixas limitantes dos movimentos, nossos Amigos Espirituais.
Docemente, o Mestre nos chama:
“Vem para fora!”
sexta-feira, 9 de dezembro de 2016
Entendimento
Autor Thiago Dias Trindade
Paulo, o Apóstolo dos Gentios, em
sua carta aos Romanos (14:1), afirma:
“Acolhei ao que é débil da fé, não, porém, para discutir opiniões”.
Isso significa que a fé é a
vivência dos Ensinamentos de Jesus. Paulo, em sua exortação, vai muito além do
conhecimento do que Jesus disse, indo diretamente ao que o Nazareno fez, que é trabalhar pelo próximo.
Afinal, a fé que Jesus nos ensinou é baseada em pureza de sentimento e ação.
Infelizmente, tal passagem não é
estudada e praticada como se deveria. O que temos hoje, em várias religiões,
são pessoas mais preocupadas em decorar pontuações nos textos do que trabalhar,
de fato, para Jesus. Opiniões exaltadas permeiam as rodas de conversas e
críticas ácidas são lançadas à esmo.
O tal “débil na fé” deve ser
conduzido com carinho, muito carinho, e com doce incentivo que se manifesta
através do exemplo, o bom exemplo. Aliás, quem é o débil na fé?
É aquele que vive isolado no
mundo, como um asceta?
É aquele que abraça as coisas
mundanas e não busca as coisas do Espírito?
É aquele que se esforça em vencer
suas más tendências?
Essas três alternativas, e todas
as outras que o leitor amigo recordar. Ora, quem aqui é perfeito? Estamos em um
mundo de expiações e provas e quem disser que sua fé não é débil, bem, está
dando uma demonstração de soberba. Quem tem a fé forte não diz, demonsta com
humildade.
Devemos seguir a orientação de
Paulo e devemos nos reconhecer débeis na fé, buscando fortalecer-nos através da
Reforma Íntima. Estudemos e trabalhemos mais! Devemos aprimorar nossa
disciplina através do nosso pensar, sentir e agir.
Esse entendimento é fundamental,
se, de fato, queremos ser cristãos.
sábado, 3 de dezembro de 2016
A enxada
Autor Thiago Dias
Trindade
Quando estudamos a mensagem do
espírito Ferdinando, intitulada “Missão do Homem inteligente na Terra”, no
capítulo 7 do Evangelho Segundo o Espiritismo, percebemos que a sábia entidade
faz alusão direta a Conhecimento e Responsabilidade.
Conhecimento, entendamos, ser as
informações que podem ser bem ou mal utilizados e que Sabedoria não é nada além
do bom uso do conhecimento. E usando bem ou mal o conhecimento arcaremos com
suas conseqüências. Devemos entender, em verdade, que plantamos e colhemos
constantemente neste mundo de provas e expiações.
Seguindo o raciocínio do espírito
Ferdinando, na mensagem supracitada, a enxada é o instrumento fundamental para
o trabalho do ajudante do jardineiro, que sob a orientação deste último,
realiza uma série de tarefas. Tomemos, pois, a enxada por Evangelho, o ajudante
somos nós, e o jardineiro, sendo o excelso Mestre Jesus.
O Evangelho, ou Enxada, é o
instrumento que nos faz crescer, quando manejado, ou utilizado, com seriedade.
Tal instrumento pode ser posto de lado, jogado mesmo, se assim quisermos. E
quantas vezes jogamos a enxada para algum canto, permitindo que as ervas
daninhas do ego (inveja, ganância, rancor, cobiça, luxúria, etc) cresçam fortes
e que acabam por danificar o belo jardim de nossa existência?
O Jardineiro, Jesus, mais
comumente chamado de Carpinteiro, que conhece cada um de nós, se encarrega de
pegar a enxada caída ao largo de nosso caminho e a põe ao alcance de nossa mão
e sussurra, confiante, em nossos ouvidos espirituais: “Perdoe!, Ame!, Trabalhe a
si mesmo para crescer!”
Usar a enxada do Evangelho em
benefíficio próprio é um trabalho duro e de muita responsabilidade. Cria
músculos morais. A pele espiritual fica engrossada pela perseverança em
atravessar e vencer as intempéries evolutivas que impomos a nós mesmos. O suor
que vertemos é pura fé, a certeza da vitória.
Mas é claro que nos cansamos! No
entanto, ao invés de jogarmos a enxada ao chão, podemos nos apoiar nela e
respirar. Podemos nos apoiar no Evangelho do Cristo e respirar o méximo
possível o perfume da resignação e então voltar a “carpir” novamente o solo
existencial que possuímos.
Trabalhando firme, um dia,
chegaremos a Jardineiro, conforme Jesus assegura, e iremos a ajudar os outros
aspirantes a se tornarem protetores da obra Divina de Deus.
Assinar:
Postagens (Atom)
-
Apresentamos, com entusiasmo, o retorno de nossa querida série de entrevistas. Dessa vez, trazemos nossa prosa com o médium Wanderley de Ol...
-
É com muito prazer que trazemos essa fantástica entrevista. Como de costume, trazemos um convidado que contribui para com nossa sociedade...
-
Autor Alexandre Giovanelli “ Vós sois Deuses e se o quiserdes podereis fazer o que eu faço e muito mais...” Essa é uma frase que re...



