“Nunca estamos sós no Caminho. Conosco vai quem convidamos. Que seja sempre Jesus” Espírito Joaquim
quarta-feira, 1 de julho de 2015
Uma breve reflexão acerca da Lei Natural
Autor Thiago D. Trindade
Mais uma vez iremos prosear a
respeito da Parte Terceira do Livro dos Espíritos, que versa oportunamente,
sobre as Leis Morais. Entendemos, em primeiro momento, a Lei Natural como a Lei
de Deus, que nos indica o que fazer ou não. E essa Lei, é eterna e imutável
como o próprio Deus.
Dentro desta instigante temática,
avançaremos sobre a Divisão da Lei Natural, que compreendem as questões 647 e
648.
Na questão 647, Kardec, às voltas
com seu monumental trabalhado, indaga à Espiritualdiade se a Lei de Deus está
dentro dos Ensinamentos de Amor que Jesus, nosso Governador Espiritual, nos
ensinou. Bem, a Espiritualidade indica que sim, afirmando ainda que tal Lei
abrange a todas as circunstâncias da vida. Temos, inclusive regras precisas,
uma vez que estamos longe da perfeição e tendemos a buscar eventuais brechas
que nos saciam o ego primitivo. Felizmente, na Lei Natural não há brecha
alguma.
Isso que dizer, basicamente, que
para abandonarmos nosso estado primitivo temos que seguir a regra moral de
crescimento, que passa obrigatoriamente pelo Cristo. Jesus, em verdade,
torna-se o parâmetro de conduta moral, e seu preceito máximo de Amor ao Próximo
é o mais valioso item que devemos buscar incansavelmente.
Para buscas esse valioso item é
necessário o seguinte: tolerar, compreender, ter paciência, humildade,
perseverança, fé em si mesmo e muita fé no próximo. Devemos ter a certeza que
nosso padrão vibratório deve ser mantido o mais elevado o possível, e somente
atingimos esse nível quando nós permitimos desenvolver as virtudes acima
citadas.
Não é fácil, no entanto, dar a
outra face para bater.
Não é fácil perdoar setenta vezes
sete.
Não é fácil se colocar no lugar
do outro, muitas vezes mais ignorante que você.
Mas é necessário fazer tudo isso!
Ora, se estamos aqui, é por que
buscamos algo. Esse algo, podemos chamar de crescimento evolutivo. Para
crescermos, temos que trabalhar a tal Reforma Íntima. Para Trabalharmos a
Reforma Íntima são fundamentais a Reflexão e Ação.
Para refletirmos, temos que ter
informações.
Para agirmos, temos que ter as
informações processadas em nosso mental.
Lembremos do Espírito de Verdade
que disse: Amai-vos e Intruí-vos!
Podemos começar amando,
verdadeiramente, a nós mesmos e nosso grupo familiar e social. E a instrução
fortalecerá os laços de amor e, de forma muito poderosa, irá nos induzir a amar
toda a Humanidade!
Amar, por acaso, não é a Lei de
Deus?
Alguém poderia considerar: “Ué,
tem gente que anda deturpando os Ensinamentos de Jesus...”
Verdade!
Paulo de Tarso, alerta: “Examinai
tudo e retende o que é bom.”
Ou seja, tudo que vai contra o
respeito, a compreensão, a paciência com o próximo, é contra a Lei de Deus,
ensinada a nós por Jesus de Nazaré.
Chico Xavier, o Apóstolo da
Mediunidade, costuma dizer:
“Cristo não pediu muita coisa.
Não exigiu que as pessoas escalassem o Everest ou que fizessem grandes
sacrifícios. Ele só pediu que nos amássemos uns aos outros.”
E outro momento, um hindu chamado
Mohandas ‘Mahathma’ Gandhi disse:
“Um covarde é incapaz de
demonstrar amor. Isso é privilégio dos corajosos.”
Passando agora para a questão
648, vemos o cuidadoso Kardec, indagando a respeito da divisão da Lei Natural,
aludindo a dez partes: Adoração, Trabalho, Reprodução, Conservação, Destruição,
Sociedade, Progresso, Igualdade, Liberdade e Justiça, Amor e Caridade.
A orientadora Espiritualidade
Superior, citando Moisés, informa que tal divisão é para nos facilitar a
compreensão, como qualquer sistema de classificação. Ou seja, didaticamente,
vamos galgando os degraus do conhecimento sem tropeços. Dessa forma vamos
aprendendo de forma interdisciplinar, se encararmos, do nosso jeito simples,
essas Leis como disciplinas escolares.
Aqui, mais uma vez, registramos
nossos parabéns ao professor Rivail, por se responsabilizar em organizar o
importante Livro dos Espíritos.
É importante ressaltar que a
resposta da Espiritualidade não parou por aí. Enfatizando que a última Lei, a
de Justiça, Amor e Caridade é a mais importante, sendo uma compilação das
demais e a que propõe mais condições de moralização da Humanidade.
Encerramos, com André Luiz, e seu
pensamento está registrado no Livro Agenda Cristã, psicografado pelo muito
amado Chico Xavier:
“É
sempre fácil observar o mal e identificá-lo. Entretanto, o que o Cristo espera
de nós outros é a descoberta e o cultivo do bem para que o divino
Morre, aos 106 anos, inglês que salvou 669 crianças judias na Segunda Guerra
Já falamos sobre NicholasWinton e seu ato de amor pela próximo.
Dormindo, desencarnou, aos 106 anos.
RIO - Morreu nesta quarta-feira um verdadeiro herói. O inglês Sir Nicholas Winton foi o homem que, durante a Segunda Guerra, organizou o resgate de 669 crianças que seriam enviadas a campos de concentração nazistas.
Na época um corretor do mercado financeiro, Winton providenciou um total de oito trens para remover crianças judias da cidade de Praga, então ocupada pelo exército nazista. Ele morreu aos 106 anos, justamente na data em que, há 76 anos, o maior dos trens, com 241 crianças, deixou a capital da República Tcheca.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/sociedade/historia/morre-aos-106-anos-ingles-que-salvou-669-criancas-judias-na-segunda-guerra-16624415#ixzz3ei7yf63G
© 1996 - 2015. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.
sábado, 20 de junho de 2015
A professora
Autor Thiago D. Trindade
Analisando pelo prisma da Educação, a
Dor é uma professora. Uma professora daquelas lendárias, temíveis que faz o
aluno pensar duas vezes antes de cruzar seu caminho. Não que seja má. Pelo
contrário, a professora austera de nossa juventude reza apenas pelo cumprimento
das normas. Lembramos dela, anos depois, com respeito e até com uma
surpreendente admiração, recordando qual disciplina ela ministrava e com
espantosa nitidez vemos diante de nossos olhos o conteúdo ensinado, por mais
enjoado – sempre era – que fosse.
Puxando pela memória, lá está a
professora, no cantinho da festa de formatura, semiesquecida. Essa figura
austera quase nunca é homenageada, mas podemos ver em sua face o sorriso
contido que assinala a muda sensação de dever cumprido. Preferimos os
professores bonachões, mais “amigos”, que muitas vezes relaxavam nas cobranças
acadêmicas. A longo prazo, mais maduros, percebemos o resultado do desleixo
duplo: o nosso e o dos professores bonachões.
A Dor, já citada na primeira frase da
reflexão em tela, é uma austera professora. Nos impõe limites. Ensina que a
Disciplina é fundamental para o sucesso. Disciplina é Humildade de saber qual
nossa verdadeira posição perante o mundo. Disciplina ensina que mais além há
algo melhor, sendo, portanto, um sinônimo de Paciência e Fé, ainda que mal
lembrada por esse ponto de vista.
Disciplina é sobriedade.
Somos ainda imperfeitos e muitas
vezes a Disciplina tem de ser imposta. Um verdadeiro tranco, que incomoda, gera
insatisfação. Até surge o rancor, mal disfarçado pela nobre expressão
“respeito”. E rancor não é Respeito! À medida que evoluímos, percebemos que a
Disciplina passa a ser manifestada naturalmente. A Disciplina se torna, por
fim, aureolada por Respeito e Responsabilidade. Não há imposição. Um Espírito
altamente evoluído, justamente por ser assim, segue a Disciplina rígida de sua
falange – ou grupamento. Tem seus momentos de árduo trabalho e também de
repouso e alegria. Um Espírito ainda muito apegado às materialidades, precisa
de Disciplina para poder evoluir e ser disciplinado plenamente. A Dor, essa
professora rigorosa, ensina a Disciplina. Mas ensina o Perdão, a Humildade, a
Paciência, a Perseverança e a Fé. Em suma, ensina a Amar. Só se pode amar
verdadeiramente com Disciplina, caso contrário descambamos para os mares
turbulentos das paixões e não há, portanto, elevação alguma. Se não houvesse a
professora Dor, como haveria o Diploma da Superação?
A Dor marca. Escreve em nosso
Espírito imortal nossas vivências e não há ninguém sem ter conhecido a Dor.
Logo, na Escola da Vida onde todos estamos matriculados, a Dor é nossa
professora e devemos respeitá-la de verdade. Absorver ao máximo a contribuição
que ela nos traz. E devemos homenageá-la em nossa formatura, trazendo para o
palco essa austera senhora. Reconhecedores da grandeza silenciosa dessa dama,
beijaremos suas mãos duras e seu rosto marcado. Então, com a voz vibrante,
saindo do âmago de nosso ser, anunciamos:
“Estudei com a Dor e aprendi sublimes
lições. Com a Dor aprendi a Crescer. Graças a Dor, eu Venci.”
segunda-feira, 15 de junho de 2015
Assinar:
Postagens (Atom)
-
Apresentamos, com entusiasmo, o retorno de nossa querida série de entrevistas. Dessa vez, trazemos nossa prosa com o médium Wanderley de Ol...
-
É com muito prazer que trazemos essa fantástica entrevista. Como de costume, trazemos um convidado que contribui para com nossa sociedade...
-
Autor Alexandre Giovanelli “ Vós sois Deuses e se o quiserdes podereis fazer o que eu faço e muito mais...” Essa é uma frase que re...



